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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Hiperlink-se

Escorra pelas mãos
de quem tentar te segurar.
Há muito tempo
um cara foi ambulante metamorfose
apontando o tempo que chegou.
Somos um e milhares!
Reinvenção do ser.

quinta-feira, 12 de março de 2015

A nave mãe - Lunik

O ano era 2002, precisamente 17 de janeiro. Eu ainda estava na fase teen da minha vida. Acreditava ainda que bastava acreditar muito para alcançar qualquer sonho. Com a galera do Lunik aprendi que "Nem tudo é como a gente quer", que para tocar nossas músicas para um bom público, muita coisa chata tem que acontecer antes. Foi uma escola.

As ideias eram boas. A banda era boa. E eu, de espectador de um grande show que aconteceu no Festival Nacional de Arte (Fenart), passei, semanas depois, a integrante daquela nave.

Não tocava minhas músicas, não tocava meu instrumento de estudo, mas com o baixo na mão e muita boa vontade, meti a cara no rock e na cena de João Pessoa.

No Festival Centro em Cena, em frente ao teatro Santa Rosa, com uma porção de amigos na platéia, aconteceu assim:

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Primeiro impresso

Alunos utilizam nomes para prédios no Campus I
Substituindo siglas e nomes extensos, alunos criam nomes populares para diversos lugares da UFPB
Igor Duarte / Lula Lambert

Nas salas e prédios da Universidade Federal da Paraíba, os estudantes têm a possibilidade de aprender a pensar sobre a sua futura profissão, além de vivenciar todo o universo que rodeia o campus. A vida universitária, que vai além dos limites físicos das salas de aula e passa pela vivência e interação proporcionada pelos ambientes comuns do Campus, traz um padrão de comportamento para os que frequentam suas dependências.

Os centros, departamentos e demais setores, geralmente nomeados com longos nomes, ganham abreviaturas e siglas que são uma das características do vocabulário acadêmico, bem como a criação de nomes populares. Seja por crítica ou por algum tipo de expressão afetuosa, esses apelidos se popularizam pela universidade e alguns se confundem com a própria história do Campus.

No Centro de Comunicação, Cultura e Artes, (CCTA), alguns prédios ficaram conhecidos: Abacatão e Micro-ondas. Os funcionários do Centro dizem que os nomes surgiram por motivos diferentes. “O Abacatão era só por causa da cor verde que o prédio possuía”, diz o secretário do CCTA, Fernando Brito. A origem do termo não consegue ser datada, pois já é muito antiga a referência a edificação. O prédio, no entanto, passa por reforma e,  no fim, a coloração com a qual ficou conhecida pelos alunos não mais existirá. “A reforma é para possibilitar que os alunos de teatro e dança tenham o seu espaço”, explica o diretor do Centro, David Fernandes.

O prédio mais antigo do CCTA é conhecido como Micro-ondas. Funcionários garantem que o termo surgiu por dois fatores: a arquitetura comprimida e pela ventilação ineficaz que provoca muito calor nas salas de aula. Hoje, o prédio conta com um sistema de climatização instalado há mais de cinco anos, porém, Diêgo Nascimento, estudante do quarto período de Jornalismo, reclama das condições de manutenção: "Precário. Precisa de melhorias".

AULA NO AFEGANISTÃO?
Com tantos programas de intercâmbio em ciências e línguas oferecidos pelo governo, essa pergunta parece chamada de campanha publicitária, mas demostra uma realidade curiosa do Campus I da UFPB. No Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), há setores cujas referências são conhecidas por todo o Campus: Praça da Alegria e Praça da Tristeza são alguns dos que são usados com frequência. Um prédio, porém, de construção relativamente recente, chama a atenção pela nomenclatura e causa estranhamento a alguns funcionários da equipe de limpeza quando eles têm que responder sobre a sua localização: "Afeganistão? Que nome!", exclama Francisco Rodrigues, de 24 anos.

A inauguração do Afeganistão ocorreu em meados de 2012 e vem ganhando fama entre os universitários. Andressa Raíssa de Souza, estudante do terceiro período de Psicologia, diz que não sabe bem onde surgiu e nem em qual momento começaram a chamar o prédio dessa forma, mas acredita que a razão é pela distância do novo prédio em relação às demais dependências do Centro e pelo calor que alguns alunos alegam sentir nas salas.

O responsável pela infraestrutura do CCHLA, Edson Lima, não entende o porquê dos estudantes nomearem o novo prédio dessa forma, pois segundo ele, é uma das estruturas mais modernas da UFPB. "Todas as salas possuem climatização adequada, então o problema não é o calor". Alguns estudantes de Letras no turno da noite reivindicam a autoria do apelido, alegando que por ser distante e isolado, quando o prédio ainda estava em construção parecia um escombro de guerra. "Esquisito e escuro, dava medo só de passar por perto", diz Socorro Farias, aluna do CCHLA, reforçando a versão.

BOLO DE NOIVA
Bolo de Noiva é outro nome dado a um prédio da UFPB. O local onde funciona os cursos de Física, Matemática e Estatística, além das coordenações dos cursos e programas de pós-graduação, possui uma arquitetura diferente dos demais centros. Estudantes do local acreditam que é precisamente a estrutura da construção que deu origem ao apelido. “Não só aqui é usado, mas todo mundo usa quando quer dar uma referência. Ajuda muito a conhecer a universidade”, diz Thomas Kevin, estudante do quarto período de Engenharia Elétrica e que cursa disciplinas lá. Além de ser conhecido por Bolo de Noiva, o prédio possui outra nominação: Boomerang, essa provavelmente por causa do formato completo do bloco. Contudo, a escada em espiral no centro do prédio faz referência ao apelido mais reconhecido. O secretário do Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN), Júlio César explica que o Centro não possui nenhuma restrição ao uso do apelido e que é algo imerso na cultura da universidade, embora esclareça que isso é feito apenas no campo informal.

ELEFANTE BRANCO
No Centro de Ciências da Saúde (CCS), existe uma das edificações mais antigas e conhecidas da universidade, o Elefante Branco. A expressão elefante branco é usada no mundo inteiro para se referir a obras que não terão funcionalidade condizente com seu tamanho ou gasto para construção e manutenção, o que é bem diferente da realidade do principal prédio do CCS. Para Luciana Rangel, secretária do centro há mais de 30 anos, o prédio sempre foi muito bem ocupado, utilizado e mantido, e diz não entender a razão para chamarem por tal apelido. "Quando cheguei aqui, já chamavam assim", completa. Muitas pessoas foram abordadas e questionadas sobre a origem do termo, mas todas, das mais novas às mais velhas, dizem não saber. Há alguns que apontam para o período de construção do prédio, para alguma crítica crítica à construção de uma estrutura grande demais para a realidade da época ou até pelo simples fato de ser grande e branco. É certo que a história deste nome popular, se confunde com a história da própria universidade. "Logo quando cheguei, pensei que era trote. Perguntei onde ficava a coordenação de Odontologia e me responderam: No Elefante Branco", conta uma aluna de odontologia que não quis se identificar.

Vizinho ao Elefante Branco encontramos o Ceasa, apelido dado a outro bloco do CCS, que há algum tempo ganhou os noticiários locais quado parte do teto caiu durante a realização de uma prova de vestibular. "Aqui nós temos também o Ceasa", diz Vilma Dias, professora de Enfermagem. "Antes da reforma eram dois galpões sem ventilação e os alunos batizaram de Ceasa", completa. Uma crítica clara, fazendo comparação da estrutura do bloco com os prédios do Centro de Abastecimento de Alimentos.

Criatividade, crítica, imersão na realidade universitária, representação do momento histórico e bom humor. São várias as razões que envolvem o surgimento dos mones populares que tanto estranhamos de início e que se tornam tão comuns com o passar do tempo. Estudar no Titanic, no C-A-baré e conhecer o Inferninho Verde são coisas que só se entende no mundo universitário da UFPB.


sábado, 22 de novembro de 2014

A volta do Gram

Sou fã. Desde o clipe do gatinho.

Não tinha como não aderir ao som, era a minha cara mesmo e muitas vezes, eram as minhas palavras ali, ditas por um cara que nem conhecia. Parecia que eu havia escrito as letras.

Quando eles encerraram as atividades, lembro que o site apresentava uma foto de uma lápide. Como se a banda realmente tivesse morrido. Naquela época, a sensação de morte do rock começava a crescer.

Foram muitas madrugadas ouvindo as músicas, muitas mesmo!


Mas vamos lá, estamos em 2014 e a notícia é boa!

A banda Gram anunciou seu retorno. Fiquei feliz, me empolguei, participei. Não demorou muito para me acostumar com a voz do Ferraz. O Gram com outra voz é diferente, mas a essência é a mesma.

A notícia melhor?

Ganhei o álbum "Outro Seu", ganhei cartaz autografado e ganhei a possibilidade de, enquanto fã, ver o renascimento de uma das maiores influências musicais que eu tenho.

Fã é fã. E fã sortudo ganha prêmio!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Desamarrou o Tempo

Desde as ignorãças até o reinventar palavras.
Sou cliente desse vendedor de sonhos.



"O tempo anda só de ida.
A gente nasce, cresce, envelhece e morre.
Para não morrer
É só amarrar o Tempo no poste.
Eis a ciência da poesia:
Amarrar o Tempo no poste!"

Manoel de Barros
19 de dezembro de 1916 / 13 de novembro de 2014

sábado, 27 de julho de 2013

O som de uma lenda

Em 1989, a Honda fornecia o motor que empurrava os carros de Alain Prost e Ayrton Senna, ambos da McLaren e respectivamente campeão e vice do campeonato mundial de automobilismo daquele ano.

21 de agosto, Ayrton Senna, no treino classificatório do autódromo de Suzuka (Japão), faz a volta mais rápida não só do fim de semana, mas da pista. Os japoneses chamam “a volta mais rápida do mundo”.

Para trazer à vida esse dia histórico, os japoneses da Honda, baseados nos dados da telemetria, na captura da televisão e nas características do motor, montaram um sistema de luz e som capaz de reproduzir a volta mais rápida do mundo. Para quem gosta de automobilismo é legal. Para que é fã do Ayrton Senna é emocionante.

Confere a homenagem:


terça-feira, 4 de junho de 2013

Cinema e rock

Somos tão jovens

Muito se especulou sobre o filme que narraria a vida e obra de Renato Russo. Assim como com as biografias, diversas que existem, nunca me interessei pela especulação. O ponto de vista de alguém que o conheceu, que o pesquisou ou até quem sabe, criou estórias, é bacana, mas não imperdível. Prefiro a minha versão da história, versão que concluí sendo fã, sendo um legionário.

Resolvi dar o braço a torcer e conferir “Somos tão jovens”, que assim como as inúmeras biografias do Renato, foi uma proposta de contar a sua trajetória, na vida e na carreira. Para mim, proposta pretenciosa.

O filme não falha sobre os principais pontos da vida e obra do trovador solitário, é verdade, mas deixa a desejar nos detalhes. A autoria de algumas músicas está disposta em lugares errôneos na linha do tempo do filme. A pouca ênfase que se deu a importante participação de Herbert Vianna no rock de Brasília e na carreira de Renato, não condiz com o real. E, por fim, não lembro de ter visto no filme que foi o André Petrorius quem batizou o Aborto Elétrico, inspirado em uma ocorrência policial na UnB, que resultou no estupro de uma estudante grávida com cassetetes elétricos.

Contar a história até a época anterior ao sucesso foi um acerto. Acerto também visto no filme do Zezé di Camargo, afinal, todo o resto da trajetória, o mundo já sabe.

No geral, um bom filme. Apenas bom.


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Faroeste Caboclo

Esperava o drama-aventura-faroeste-candango-caboclo-brasuca. Vi nada além de filme para televisão. Não que seja ruim, mas é que falta na narrativa algo que nos remonte a visão de mundo que o Renato ofereceu na letra da música. Um novo embate acontece na canção, não são burgueses e proletários que batalham pela dominação. É algo mais simplista, mais reducionista. A batalha de oprimido e opressor se dá entre Joãos, pobres e bandidos, enquanto a classe média apenas observa, não acredita no que vê na TV. O filme se agarra ao final e traz ele logo de cara. Mostra a que veio, mas não traz a essência da música.

Por fim, se trata de uma adaptação baseada na canção. Não precisa ser minuciosamente comprometida com o fidedigno. Apenas amarrado a ideia final.

***

Recomendo os dois, pois a vida e obra de Renato Russo precisa ser lembrada e relembrada.

Omnia Vincit

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Olhos abertos, num piscar são dez anos

Quando as pessoas passam a confundir a vida com a busca pelos ganhos materiais, algo está errado.

Conheço gente que passa mais tempo trabalhando do que qualquer outra coisa. Passam a vida toda sem passar pela vida. Acordam para trabalhar e, de repente, se passaram 20 anos. 

Em uma das muitas conversas com meu avô, lembro dele me dizer: “tinha uns trinta anos, trabalhava dia e noite até que de repente, dirigindo meu carro, percebi que estava com cinquenta anos”. Não há como prever nossa vida, mas espero viver as coisas simples. Espero não estar olhando para o meu umbigo e perdendo um momento de glória. Espero não estar cansado demais para fazer algo que me faça bem. Com 50 anos, quero ter lido mais de 500 livros e saber muito bem como cheguei lá.

“Então me abraça, me abraça forte... o tempo passando num piscar são dez anos”.