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quinta-feira, 15 de setembro de 2016
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Desta vida
Para mim
- basta
As
brincadeiras de criança
Meu
carrinho de corrida
Todas as
vezes que fui Senna
Figurinha
amassada no refugo
Pipas
que sumiram no ar e no armário
Um
violão velho de nylon
E o
latido de Raph
Para mim
- basta
As
espinhas dos hormônios
A
eternidade que a vida era
O não
saber constante
Clipes
de rock na MTV
Trajetória
parada por um poste
Cadernos
de aulas que não tive
Contos
de Machado de Assis
Para mim - basta
As marcas
no meu rosto
Músicas que
nunca mais ouvi
Saudade
de ser Renato Russo
Filmes
que perderam o sentido
Amigos
desaparecidos
Reflexões
de ônibus noturno
Medo de
ter mais passado
Para mim - basta
As
cargas que ainda junto
Tempo
que vejo e não sinto
Vontade
de me mudar no mundo
Livros
que quero ler
Fotografia
que não fiz
Ser
triste e feliz
Dias que quero ver
terça-feira, 16 de junho de 2015
Paradelle para Adelle
A paradelle é um estilo poético moderno que foi criado nos Estados Unidos pelo poeta Billy Collins, como uma paródia ao villanelle.
Com o perdão da ressonância e sem a intenção de fazer trocadilho, escrevi um paradelle para Adelle.
Todas as flores encontradas no caminho
Todas as flores encontradas no caminho
De longe contando os passos só pra te ver
De longe contando os passos só pra te ver
Os passos no caminho das flores
Só pra de longe te ver cantando
Os dias voaram e ninguém viu
Os dias voaram e ninguém viu
E os pássaros tecendo novas canções
E os pássaros tecendo novas canções
Ninguém viu, os pássaros voaram
Canções tecendo novos dias
A pele que arrepio com um toque
A pele que arrepio com um toque
Suave o cheiro que produz ternura
Suave o cheiro que produz ternura
Um toque suave, o cheiro, a pele
Ternura que produz arrepio
Os pássaros tecendo um toque
No caminho pra te ver suave
O cheiro das flores nas canções
De longe produz na pele o arrepio
Cantando os pássaros que voam
Ternura que produz os dias
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Estilo: Descarte
Onde escondi meu estilo?
Em meio a tantos que não
É quase como um sigilo
Não me enxergo padrão
Palavras não entravo
Dou-lhes minha gratidão
Sou também quase escravo
Sem buscar comparação
Escrevo para acumular ideias
Distante de toda poesia
Escondido das plateias
Cantarolo a melodia
Ando descrente desse mundo
Nem mesmo me entendo
Não consigo o profundo
Apenas palavras de remendo
Onde esconderam o meu verso?
Não são dignos de atenção
Mas ainda chegam perto
Meu verso onde esconderão?
Em meio a tantos que não
É quase como um sigilo
Não me enxergo padrão
Palavras não entravo
Dou-lhes minha gratidão
Sou também quase escravo
Sem buscar comparação
Escrevo para acumular ideias
Distante de toda poesia
Escondido das plateias
Cantarolo a melodia
Ando descrente desse mundo
Nem mesmo me entendo
Não consigo o profundo
Apenas palavras de remendo
Onde esconderam o meu verso?
Não são dignos de atenção
Mas ainda chegam perto
Meu verso onde esconderão?
domingo, 15 de setembro de 2013
Não Gosto de Pessoas
Que preferem o orgulho
Que escolhem o próprio umbigo
Que escondem a verdade
Que mentem não mentir
Que gostam do desgosto
Que gostam do medíocre
Que gostam de dinheiro
Que gostam de novelas
Que planejam vingança
Que atropelam os outros
Que racionalizam sentimentos
Que abafam seus gritos
Que não gostam de sorrir
Que não gostam de crianças
Que não gostam de sonhar
Que não gostam de pessoas
Que escolhem o próprio umbigo
Que escondem a verdade
Que mentem não mentir
Que gostam do desgosto
Que gostam do medíocre
Que gostam de dinheiro
Que gostam de novelas
Que planejam vingança
Que atropelam os outros
Que racionalizam sentimentos
Que abafam seus gritos
Que não gostam de sorrir
Que não gostam de crianças
Que não gostam de sonhar
Que não gostam de pessoas
sábado, 15 de setembro de 2012
Desmonte
O carro quebra
O Flamengo perde
O rival celebra
A graça deserde
O salário acaba
A conta aumenta
O amor desaba
O povo comenta
A festa finda
A solidão acena
O juízo deslinda
A conclusão serena
A madrugada persiste
O sono adormece
A lua desiste
O dia aborrece
O partir graceja
A coragem esvaece
O sonho almeja
A realidade encarece
O instrumento enferruja
A grama enverdece
O cômodo sobrepuja
O não acontece
A noite passa
O jantar esfria
A lembrança enlaça
O tempo custodia
A vontade ampola
O traço fabril
A semelhança tola
O querer infantil
A brincadeira saudosa
O riso encontra
A memória custosa
O olhar demonstra
O garoto reluta
A família dispara
A verdade incuta
A garota apara
O Flamengo perde
O rival celebra
A graça deserde
O salário acaba
A conta aumenta
O amor desaba
O povo comenta
A festa finda
A solidão acena
O juízo deslinda
A conclusão serena
A madrugada persiste
O sono adormece
A lua desiste
O dia aborrece
O partir graceja
A coragem esvaece
O sonho almeja
A realidade encarece
O instrumento enferruja
A grama enverdece
O cômodo sobrepuja
O não acontece
A noite passa
O jantar esfria
A lembrança enlaça
O tempo custodia
A vontade ampola
O traço fabril
A semelhança tola
O querer infantil
A brincadeira saudosa
O riso encontra
A memória custosa
O olhar demonstra
O garoto reluta
A família dispara
A verdade incuta
A garota apara
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Vale Mais
Existem intenções
Que não amanhecem
Na segunda-feira
E outras decisões
Que envelhecem
Nossa vida inteira
Passe a régua
Feche a porta
Janela para indecisão
Mais vale
Ter cautela
Do que por obrigação
Querem dinheiro
Seu respeito
Na troca ingratidão
Mais vale
Ser omisso
Não faltar compaixão
Sempre haverá
Motivo, riso, beijo, ode
E com oque sonhar
E não faltará
Quem humilhe, pise, implore
Ou te ajude a levantar
Dê sua mão
É minha vez de fugir
Sem mentir o que satisfaz
Se outra razão
Tentar me iludir
Lembro-me do que vale mais
Que não amanhecem
Na segunda-feira
E outras decisões
Que envelhecem
Nossa vida inteira
Passe a régua
Feche a porta
Janela para indecisão
Mais vale
Ter cautela
Do que por obrigação
Querem dinheiro
Seu respeito
Na troca ingratidão
Mais vale
Ser omisso
Não faltar compaixão
Sempre haverá
Motivo, riso, beijo, ode
E com oque sonhar
E não faltará
Quem humilhe, pise, implore
Ou te ajude a levantar
Dê sua mão
É minha vez de fugir
Sem mentir o que satisfaz
Se outra razão
Tentar me iludir
Lembro-me do que vale mais
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Vidros e Diamantes
Por quantas vezes
Esse fantasma
Vai me aparecer
Todas as noites
Quando luzes acesas
Não o espanta?
E quantas vezes mais
Eu vou dizer
Que não aguento
Já pronto pra encarar
Sabendo que a coragem
Não me imuniza do medo?
Quando enfim
Eu vou Aprender
Que não faz mal pular
Desde que se abra os olhos
Pois pular de olhos fechados
É tolice?!
E que no fim
O que se quer
Que se perdeu
É fácil de encontrar
Mas, se perde a estima
Perdeu-se novamente?!
Sendo assim
É melhor estimar vidros
Do que perder diamantes
Esse fantasma
Vai me aparecer
Todas as noites
Quando luzes acesas
Não o espanta?
E quantas vezes mais
Eu vou dizer
Que não aguento
Já pronto pra encarar
Sabendo que a coragem
Não me imuniza do medo?
Quando enfim
Eu vou Aprender
Que não faz mal pular
Desde que se abra os olhos
Pois pular de olhos fechados
É tolice?!
E que no fim
O que se quer
Que se perdeu
É fácil de encontrar
Mas, se perde a estima
Perdeu-se novamente?!
Sendo assim
É melhor estimar vidros
Do que perder diamantes
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Arguto Descontente
Conheço a cor dos argumentos
A ideia das palavras soltas
Redesenho letras e tormentos
Dando-lhes essência outra
Traço o verso com caneta
Transbordo o papel de ideias
Revivendo a cada feceta
Não amor, lembranças velhas
Tristeza é o não poder
Disseminar as intenções
Pensar e escrever
Mas não chegar aos corações
Alegria é sentir
Que tudo o que bradei
Agora fala por mim
Pois sempre me calei
A ideia das palavras soltas
Redesenho letras e tormentos
Dando-lhes essência outra
Traço o verso com caneta
Transbordo o papel de ideias
Revivendo a cada feceta
Não amor, lembranças velhas
Tristeza é o não poder
Disseminar as intenções
Pensar e escrever
Mas não chegar aos corações
Alegria é sentir
Que tudo o que bradei
Agora fala por mim
Pois sempre me calei
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Dois de mim
Se me divido
Em indivíduo
Um tanto preparado
E desqualificado
Sempre me estrago
Iludido e escravo
Em discrepância
Sendo arrogância
Penso ser quem sou
E não onde estou
Sempre restando tempo
Para um novo invento
Visto a alegoria
Esqueço a agonia
Respirando fundo
Encaro o novo rumo
Corro desgovernado
Um novo penteado
Fingindo esquecer
O que não sei fazer
Argumento hostil
Palavras sempre crio
Tentando explicar
O que me faz voltar
Ao ponto onde parei
Faz bem onde irei
Mesmo tão cansado
Não sou escravizado
Pelo sono que reneguei
Todo preço que paguei
Escrevendo versos
Sobre meus regressos
Cantando a toada
Peça desalinhada
Da engrenagem fictícia
Perdi toda malícia
Sendo outro agora
Nunca vou embora
Para não aborrecer
O outro que não quero ser
Em indivíduo
Um tanto preparado
E desqualificado
Sempre me estrago
Iludido e escravo
Em discrepância
Sendo arrogância
Penso ser quem sou
E não onde estou
Sempre restando tempo
Para um novo invento
Visto a alegoria
Esqueço a agonia
Respirando fundo
Encaro o novo rumo
Corro desgovernado
Um novo penteado
Fingindo esquecer
O que não sei fazer
Argumento hostil
Palavras sempre crio
Tentando explicar
O que me faz voltar
Ao ponto onde parei
Faz bem onde irei
Mesmo tão cansado
Não sou escravizado
Pelo sono que reneguei
Todo preço que paguei
Escrevendo versos
Sobre meus regressos
Cantando a toada
Peça desalinhada
Da engrenagem fictícia
Perdi toda malícia
Sendo outro agora
Nunca vou embora
Para não aborrecer
O outro que não quero ser
sábado, 15 de setembro de 2007
Mãos
Hábeis instrumentos de construção
Comprometidos apetrechos de dar carinho
Arma que fere a face
Alavanca de ajuda amiga
Indicadores de direção
Sinal de concordância
Empuxo para empurrão
Voz pra quem não a tem
Para uns o ganha-pão
Para outros, amostra de vaidade
Às vezes segurança
Outras prisão.
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