Se me divido
Em indivíduo
Um tanto preparado
E desqualificado
Sempre me estrago
Iludido e escravo
Em discrepância
Sendo arrogância
Penso ser quem sou
E não onde estou
Sempre restando tempo
Para um novo invento
Visto a alegoria
Esqueço a agonia
Respirando fundo
Encaro o novo rumo
Corro desgovernado
Um novo penteado
Fingindo esquecer
O que não sei fazer
Argumento hostil
Palavras sempre crio
Tentando explicar
O que me faz voltar
Ao ponto onde parei
Faz bem onde irei
Mesmo tão cansado
Não sou escravizado
Pelo sono que reneguei
Todo preço que paguei
Escrevendo versos
Sobre meus regressos
Cantando a toada
Peça desalinhada
Da engrenagem fictícia
Perdi toda malícia
Sendo outro agora
Nunca vou embora
Para não aborrecer
O outro que não quero ser
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
“No Quiero Soñar Mil Veces Las Mismas Cosas” [Buenos Aires-ARG]
Na Argentina foi legal!
Apesar de respirar mais trabalho do que o próprio ar de Buenos Aires, voltei pra casa com aquela sensação agradável de ter boas histórias pra contar.
Trabalhei, me cansei, fiquei estressado, mas quando chegou a terça e o sentimento de dever cumprido, não deu outra: Fui com a galera pra noite “hermana”!
Não conhecíamos nada, e estávamos temerosos de pedir informações a qualquer um, vocês sabem: Se um grupo de argentinos estivesse em João Pessoa e pedisse pra nossa equipe informar um lugar legal, não tenham dúvidas, a gente iria sacanear!
Então, perguntamos para o Emiliano (uma figura que a gente conheceu quando visitou a rádio FM Flores) , ele indicou o “Maluco Beleza”, bar de costume brasileiro, com direito a coqueiros, caipirinha, pagode e axé. Passamos 15 minutos lá e saímos.
Como o bar fica perto da pousada, resolvemos seguir à pé mesmo, tristes e desiludidos.
Não que a gente não goste de caipirinha, mas a gente tava na Argentina! Putz! Tinha que provar da noite hermana!
Quase chegando ao destino final, já estávamos conformados: Entrar e dormir. Foi quando num momento de clareza, Filipe achou colado num poste, um cartaz em preto e branco (desses que a gente cola em todo canto pra divulgar nossos shows), com o anúncio de um show dia 15/07 a partir das 23h com as bandas Pipas Rhum e Super Movil no “Bar de los Mitos Argentinos”. Faltava pouco mais de uma hora para o início previsto, então resolvemos rachar um táxi e cair na farra.
Foi massa pedir cerveja, amendoim, cigarros e a conta em “portunhol”, mas o melhor mesmo foi ter conhecido três bandas fantásticas! Ai você pergunta: - O show não era com duas bandas?! – Era sim, mas a noite foi um tributo ao Soda Stereo, pra quem não conhece, uma super banda hermana (tipo Titãns e Paralamas pra gente). Eu não conhecia nenhuma das três, mas impressionou o profissionalismo dos caras, sem falar que as músicas da Soda Stereo são fantásticas! Vocês devem conhecer “De Música Ligeira”, uma música que o Paralamas fez uma versão e Capital Inicial fez uma aversão! Eles têm mais de trinta anos de carreira e dezenas de hits emplacados. Saí de lá cantando: “No quiero soñar mil veces las mismas cosas...” (Muito bom, recomendo).
Pena que não tenha paciência pra contar aqui, nossas aventuras e desafios no trajeto bar/pousada... Mas quem sabe fica pro próximo post.
Apesar de respirar mais trabalho do que o próprio ar de Buenos Aires, voltei pra casa com aquela sensação agradável de ter boas histórias pra contar.
Trabalhei, me cansei, fiquei estressado, mas quando chegou a terça e o sentimento de dever cumprido, não deu outra: Fui com a galera pra noite “hermana”!
Não conhecíamos nada, e estávamos temerosos de pedir informações a qualquer um, vocês sabem: Se um grupo de argentinos estivesse em João Pessoa e pedisse pra nossa equipe informar um lugar legal, não tenham dúvidas, a gente iria sacanear!
Então, perguntamos para o Emiliano (uma figura que a gente conheceu quando visitou a rádio FM Flores) , ele indicou o “Maluco Beleza”, bar de costume brasileiro, com direito a coqueiros, caipirinha, pagode e axé. Passamos 15 minutos lá e saímos.
Como o bar fica perto da pousada, resolvemos seguir à pé mesmo, tristes e desiludidos.
Não que a gente não goste de caipirinha, mas a gente tava na Argentina! Putz! Tinha que provar da noite hermana!
Quase chegando ao destino final, já estávamos conformados: Entrar e dormir. Foi quando num momento de clareza, Filipe achou colado num poste, um cartaz em preto e branco (desses que a gente cola em todo canto pra divulgar nossos shows), com o anúncio de um show dia 15/07 a partir das 23h com as bandas Pipas Rhum e Super Movil no “Bar de los Mitos Argentinos”. Faltava pouco mais de uma hora para o início previsto, então resolvemos rachar um táxi e cair na farra.
Foi massa pedir cerveja, amendoim, cigarros e a conta em “portunhol”, mas o melhor mesmo foi ter conhecido três bandas fantásticas! Ai você pergunta: - O show não era com duas bandas?! – Era sim, mas a noite foi um tributo ao Soda Stereo, pra quem não conhece, uma super banda hermana (tipo Titãns e Paralamas pra gente). Eu não conhecia nenhuma das três, mas impressionou o profissionalismo dos caras, sem falar que as músicas da Soda Stereo são fantásticas! Vocês devem conhecer “De Música Ligeira”, uma música que o Paralamas fez uma versão e Capital Inicial fez uma aversão! Eles têm mais de trinta anos de carreira e dezenas de hits emplacados. Saí de lá cantando: “No quiero soñar mil veces las mismas cosas...” (Muito bom, recomendo).
Pena que não tenha paciência pra contar aqui, nossas aventuras e desafios no trajeto bar/pousada... Mas quem sabe fica pro próximo post.
domingo, 8 de junho de 2008
Que não existe mais
terça-feira, 8 de abril de 2008
Apenas Amigos
Não tenho a habilidade de esbravejar arrogância contra algum indivíduo, mas também não sou o cara mais legal que conheço.
O que é pior: ser legal e não ter confiança, ou ser omisso e perder uma amizade? Na verdade, quando se perde a confiança, se perde também a amizade. Para não viver a mentira é melhor ser omisso, agindo de forma legal.
Tudo isso poderia ter sido evitado! Bastava não haver ganância, desconfiança e má fé. Com todas as provas de improbidade, mesmo assim não chegaria à tona o delito negligente.
Descobri, em uma pesquisa recente, que a média de amigos que temos ao longo da vida é oscilante e decrescente: quando criança, temos pouco mais de 10 amigos; na adolescência este número chega a um mínimo de 8; na juventude no máximo 5O; e quando adultos, considerando o resto da vida, restam apenas 2, podendo se limitar a apenas 1. Deve ser por isso que meu número de amigos tem caído tanto.
Socorro!!! Preciso de novos amigos.
O que é pior: ser legal e não ter confiança, ou ser omisso e perder uma amizade? Na verdade, quando se perde a confiança, se perde também a amizade. Para não viver a mentira é melhor ser omisso, agindo de forma legal.
Tudo isso poderia ter sido evitado! Bastava não haver ganância, desconfiança e má fé. Com todas as provas de improbidade, mesmo assim não chegaria à tona o delito negligente.
Descobri, em uma pesquisa recente, que a média de amigos que temos ao longo da vida é oscilante e decrescente: quando criança, temos pouco mais de 10 amigos; na adolescência este número chega a um mínimo de 8; na juventude no máximo 5O; e quando adultos, considerando o resto da vida, restam apenas 2, podendo se limitar a apenas 1. Deve ser por isso que meu número de amigos tem caído tanto.
Socorro!!! Preciso de novos amigos.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Contra Pilotagem
Já contei amenidades, relatei a rotina, declamei poesia, compartilhei canções. Expressei quase tudo o que queria e, como fosse por força maior, por aqui continua esse vazio digital, esse peso de coisa pouca e pouca coisa. Continuo vendo um layout agradável com informações frias, comentários anti-congestionantes (daqueles que é bom ler quando estamos com as narinas entupidas), relações superficiais, pseudo-intelectuais com suas resenhas diárias de desagrado e tolice.
Como eu poderia mudar isso? Não há como. É como quase tudo na vida: a política sempre será corrompida, o futebol (no Brasil) sempre terá apenas duas torcidas, a religião sempre será ligada à alienação das massas, todos iremos machucar e machucar-nos com o amor, depois do muito vinho virá ressaca... pouca coisa escapa a essas verdades absolutas.
Mas será mesmo verdade a frigidez comportamental desses personagens expostos por essas páginas? Será mesmo que ninguém fala sério? Parece-me que não.
Vivem em suas espaçonaves digitais, comandando o ataque ao mundo rival e, às vezes, aos próprios aliados, como presidentes napoleonados e famintos por tudo que se diz alheio. Passam horas voando com suas naus aladas (pois o tempo da navegação já passou, é a vez das SEDUV - super espaçonaves digitais ultra velozes), condenam o complexo, supervalorizam inutilidades, transbordam a espaço virtual com suas ladainhas românticas, baseando sua vida digital em slides e recados tolinhos e perigosos. E quase me peguei cometendo os mesmos ingênuos erros!
Mas preparei a pista, chequei as condições do tempo, comecei a descer e consegui: pés em terra firme! Agora é tempo de construir uma sólida base palpável para começar a operação de resgate aos pilotos perdidos.
Declaro iniciada a Operação Secreta de Regate Contra Pilotagem.
Como eu poderia mudar isso? Não há como. É como quase tudo na vida: a política sempre será corrompida, o futebol (no Brasil) sempre terá apenas duas torcidas, a religião sempre será ligada à alienação das massas, todos iremos machucar e machucar-nos com o amor, depois do muito vinho virá ressaca... pouca coisa escapa a essas verdades absolutas.
Mas será mesmo verdade a frigidez comportamental desses personagens expostos por essas páginas? Será mesmo que ninguém fala sério? Parece-me que não.
Vivem em suas espaçonaves digitais, comandando o ataque ao mundo rival e, às vezes, aos próprios aliados, como presidentes napoleonados e famintos por tudo que se diz alheio. Passam horas voando com suas naus aladas (pois o tempo da navegação já passou, é a vez das SEDUV - super espaçonaves digitais ultra velozes), condenam o complexo, supervalorizam inutilidades, transbordam a espaço virtual com suas ladainhas românticas, baseando sua vida digital em slides e recados tolinhos e perigosos. E quase me peguei cometendo os mesmos ingênuos erros!
Mas preparei a pista, chequei as condições do tempo, comecei a descer e consegui: pés em terra firme! Agora é tempo de construir uma sólida base palpável para começar a operação de resgate aos pilotos perdidos.
Declaro iniciada a Operação Secreta de Regate Contra Pilotagem.
sábado, 15 de setembro de 2007
Mãos
Hábeis instrumentos de construção
Comprometidos apetrechos de dar carinho
Arma que fere a face
Alavanca de ajuda amiga
Indicadores de direção
Sinal de concordância
Empuxo para empurrão
Voz pra quem não a tem
Para uns o ganha-pão
Para outros, amostra de vaidade
Às vezes segurança
Outras prisão.
domingo, 12 de agosto de 2007
O que leva um garoto a tocar guitarra?
A resposta para essa pergunta, toca a alma de cada um dos guitarristas existentes no planeta. Quando um adolescente bate seus primeiros acordes, ele não escuta apenas notas, ele também vislumbra seus sonhos, imagina-se num palco cercado de luzes diante da multidão, vê-se famoso, rodeado de fãs e é claro, acredita que sua música mudará o mundo.
E é bem verdade que com o tempo ele percebe que tocar bem o instrumento não é tão fácil assim. Muitos desistem pelo caminho. Mas alguns persistem e amadurecem. E seus sonhos também.
E é bem verdade que com o tempo ele percebe que tocar bem o instrumento não é tão fácil assim. Muitos desistem pelo caminho. Mas alguns persistem e amadurecem. E seus sonhos também.
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