quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Usando o Flit Paralisante

Fosse mais vontade de gritar, do que de me estender em minha cama macia, talvez ouvissem a minha voz do outro lado da cidade!

Quando superei a agressividade das vontades embebidas em preguiça e inconstância, preferi me recolher na imagem imposta a mim: “Coadjuvante de histórias mornas, frases feitas e pessoas superficiais”.

Mas hoje, depois de usar o “flit paralisante” que o Cazuza tanto quis usar, prefiro bater no peito e dizer com honra: “Porra nenhuma com muito amor!” Até porque, “sempre voltam com as mesmas notícias” e continuam sem acreditar nos sonhos dos outros. (Talvez, por acharmos que os sonhos alheios sejam menos desvairados que os nossos, tendemos a não estimá-los. Que erro!) Continuam caminhando para a intolerância, apaziguando a estupidez, dando colo a quem precisa de um empurrão e colocando o pé pra derrubar quem precisa de ajuda.

Mas deixa estar, enquanto o seu dia não chega, vão falar das coisas que você faz e deixa de fazer; das idéias que teve, falarão apenas das que não conseguiu realizar; e das coisas que realizou, vão fingir não lembrar.

Feeling alone, the two, by day
Make heating and cooling
You say: "this is over!"
And I agree with you
You get away from and I think of suicide
But actually I do not even care
You always come back with the same news
I need a bomb
A paralyzing any flit
To get rid
The practical effect
Of your headwords
Of your perfect nights

Feeling alone, the two, by day
Make heating and cooling
You say: "this is over!"
And I agree with you
You get away from and I think of homicide
But actually I do not even care
You always come back with the same news
I need a bomb
A paralyzing any flit
To deny you
Well at the last moment
My world, you do not see
My dream that you do not believe

[I wanted to have a bomb - by Cazuza]

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Contextualizando a Soma Legionária

Não vou deixar me embrutecer, eu acredito nos meus ideais, podem até maltratar meu coração, mas meu espírito ninguém vai conseguir quebrar. Porque se fosse só sentir saudades, mas vem sempre algo mais e nos faz viver como há dez anos, atrás; E a cada hora que passa nos envelhece dez semanas.

Eu faço da mentira, liberdade e de qualquer quintal, faço cidade. Insisto que é virtude o que é entulho, pois baldio é meu terreno e meu alarde, mas, eu sei: É claro que o sol vai voltar amanhã, mais uma vez...

Tem gente que está do mesmo lado que você, mas deveria estar do lado de lá; Tem gente que machuca os outros; Tem gente que não sabe amar; Tem gente enganando a gente. Então deixa de lado essa pobreza de quem, insiste em julgar, explicar... Deixa que falem, eles não sabem, não falo pelos outros, só falo por mim: Ninguém vai me dizer o que sentir.

Na verdade, o que eu quero mesmo é provar pra todo mundo que eu não preciso provar nada pra ninguém. Por que de onde vem a indiferença, temperada a ferro e fogo? E quem é que guarda os portões da fábrica? Eu sei, é tudo sem sentindo!

Quero ter alguém com quem conversar; Alguém que depois, não use o que eu disse contra mim. Pois nada mais vai me ferir, é que já me acostumei com a estrada errada que eu segui, com as minhas próprias leis. Mas em toda e qualquer situação, eu quero todo pra cima!

Todos têm suas próprias razões! Qual foi a semente que você plantou? Tudo acontece ao mesmo tempo, nem eu mesmo sei direito. O que está acontecendo? E daí!? Se de hoje em diante, todo dia vai ser o dia mais importante.

Se a paixão fosse realmente um bálsamo, o mundo não pareceria tão equivocado! Eu te dou carinho, respeito e um afago, mas entenda: Não estou apaixonado. Nos tempos de tristeza tive o tanto que era bom e tive o teu veneno e o sopro leve do luar. Mas, quem pensa por si mesmo é livre, e ser livre é coisa muito séria; Não se pode fechar os olhos; Não se pode olhar pra trás, sem se aprender alguma coisa pro futuro.

Eu canto e canto em português errado mesmo! Acho que o imperfeito não participa do passado; Troco as pessoas; Troco os pronomes. Talvez tivéssemos, teríamos tido, tivéramos filhos, estava lhe ensinado a ler “On the Road” e coisas desiguais. Mas você só quer algodão doce.

[Falando deste post: Se você conhece um mínimo possível as músicas da Legião Urbana, já entendeu tudo!]

Bibliografia:
Um Dia Perfeito
Angra dos Reis
Teatro dos Vampiros
Os Barcos
Mais Uma Vez
Hoje
Quase Sem Querer
Fábrica
Andrea Doria
1965 (Duas Tribos)
Eu era um Lobisomem Juvenil
Longe do Meu Lado
L’Avventura
Meninos e Meninas
La Nuova Gioventú
Natália


[Se você quiser conhecer mais:]

http://www.legiao.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Legi%C3%A3o_Urbana

[Esse post tem explicação: Após 16 anos Dado e Marcelo voltaram a tocar juntos! Num tributo ao Legião em Montevideo, o que deixa qualquer legionário de carteirinha pra lá de entusiasmado!]

Omnia Vincit

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Coversão Gradual

Não quero me fazer de santo, nem almejo encontrar quem, em mim, encontre virtude, mas Deus tem me concedido uma reconstrução gradual... e desde algum tempo.

Tem dias que tenho muita vontade de gritar, correr pelas ruas, buscar soluções humanas e lógicas para os meus problemas, e só quando me concentro em tirar as mãos dos olhos, é que enxergo os caminhos que devo percorrer.

Eu sei que tenho mudado e ainda há muito o que mudar, mas há quem diga que não mudei, apenas decidi caminhar com Cristo. (Aí vocês perguntam: "Lula se converteu?!" E eu respondo: sim!). Sem Demagogia, vergonha e hipocrisia: há muito venho me convertendo! Quando tento usar a força do meu braço, Deus diz: "não é assim!" Tento traçar meus próprios planos, Deus diz: "não são esses!" E pra concluir esse parágrafo: Talvez vocês nem saibam, mas, dizer "eis-me aqui", traz uma imensa satisfação e a alegria plena de viver em Cristo.

Rotulem-me de extremista, religioso fanático, "mais um que caiu nas lábias dos pastores", que (para ser sincero), nem estou ligando! Abri e abriria mão, quantas vezes fossem possíveis, dos meus sonhos e planos por Cristo, e desta vez, sem medo, dúvidas ou falsa intensão.

Quem me ama: fique feliz.
Quem me considera: respeite.
Quem menospreza: suma da minha frente!
Hoje quero distância de companhias que não me respeitam, que não acrescentam algo e que não se deixam acrescentar.

Que Deus me ajude nessa nova caminhada.

"Me traz de volta, faz parte de mim e aonde quer que eu vá, vem sempre ao meu lado."

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal

Mais um natal passa por mim, e eu não passo por ele!
É dura a constatação, mas quando nossa rotina atropela os dias, é isso que acontece.

Abaixo, foto de quando eu percebi que estavamos no natal:
(Av. Getulio Vargas - Centro - Primeira Igreja Batista de João Pessoa - 22/12/2008)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Ensaio Sobre Ilusão


O que seria ilusão? 
Engano dos sentidos ou da inteligência; Errada interpretação de um fato; Pensamento quimérico; Coisa efêmera; Utopia; Fantasia; Efeito artístico que produz ou procura produzir a impressão da realidade. Cabem todas essas definições no enredo que hoje trago.

Nessas primeiras semanas de Dezembro, além das tristes noticias sobre a saúde e o comportamento do meu pai (o que me faz mudar os planos e buscar imediata solução para uma viagem não esperada para Cambuí neste fim de ano), deparei-me com o mergulho em três ilusões distintas: Ascensão social imediata, aventuras virtuais e busca de motivos tolos como inspiração para dias difíceis.

Passei quase duas horas numa fila que de tão grande, deu pra saber o que cada um dos que me cercavam, fariam com os 35 ou 36 milhões (um milhão há essa altura já nem faz diferença), prêmio acumulado da Mega-Sena daquela semana. Será a loteria federal o ópio do povo brasileiro? Desde então acredito que sim. Como explicar uma espera tão maçante, sob o sol, em pé e ouvindo as piadas e lorotas dos que por ali passavam? A vontade ilusória de se tornar milionário! Ai você pergunta: “O que você fazia lá?” Estava atendendo a um pedido do meu avô, fazendo a "fezinha" dele. Comecei a pensar nesse post enquanto ainda tava na fila, do lado de fora da casa lotérica. [Olha uma foto pra provar]


-->
Vamos falar em coisas reais, aventuras e esportes competitivos: O primeiro “campeonato” de Pro Evolution Soccer que participei. Pra quem não sabe, o PES é um jogo do incrível Play Station, o vídeo game mais vendido da historia dos games. Bom, teve direito a som 5.1, projetor e uma porrada de palavrão (o que mais esperavam? Era um campeonato apenas com marmanjos!). Depois das surras homéricas que levei (pois foi a primeira vez que joguei PES com joystick, até então só havia jogado no PC), joguei uns games de aventura, ação e corrida, foi então que deparei-me mais uma vez mergulhado no mundo virtual e “ilusônico”. [A foto da parafernalha]


-->
Quanto às buscas de motivos tolos para inspiração e alegria dos dias... Deixemos para um outro post, pois é mais complexo do que vocês imaginam.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Dois de mim

Se me divido
Em indivíduo
Um tanto preparado
E desqualificado

Sempre me estrago
Iludido e escravo
Em discrepância
Sendo arrogância

Penso ser quem sou
E não onde estou
Sempre restando tempo
Para um novo invento

Visto a alegoria
Esqueço a agonia
Respirando fundo
Encaro o novo rumo

Corro desgovernado
Um novo penteado
Fingindo esquecer
O que não sei fazer

Argumento hostil
Palavras sempre crio
Tentando explicar
O que me faz voltar

Ao ponto onde parei
Faz bem onde irei
Mesmo tão cansado
Não sou escravizado

Pelo sono que reneguei
Todo preço que paguei
Escrevendo versos
Sobre meus regressos

Cantando a toada
Peça desalinhada
Da engrenagem fictícia
Perdi toda malícia

Sendo outro agora
Nunca vou embora
Para não aborrecer
O outro que não quero ser

sexta-feira, 18 de julho de 2008

“No Quiero Soñar Mil Veces Las Mismas Cosas” [Buenos Aires-ARG]

Na Argentina foi legal!
Apesar de respirar mais trabalho do que o próprio ar de Buenos Aires, voltei pra casa com aquela sensação agradável de ter boas histórias pra contar.

Trabalhei, me cansei, fiquei estressado, mas quando chegou a terça e o sentimento de dever cumprido, não deu outra: Fui com a galera pra noite “hermana”!
Não conhecíamos nada, e estávamos temerosos de pedir informações a qualquer um, vocês sabem: Se um grupo de argentinos estivesse em João Pessoa e pedisse pra nossa equipe informar um lugar legal, não tenham dúvidas, a gente iria sacanear!
Então, perguntamos para o Emiliano (uma figura que a gente conheceu quando visitou a rádio FM Flores) , ele indicou o “Maluco Beleza”, bar de costume brasileiro, com direito a coqueiros, caipirinha, pagode e axé. Passamos 15 minutos lá e saímos.
Como o bar fica perto da pousada, resolvemos seguir à pé mesmo, tristes e desiludidos.
Não que a gente não goste de caipirinha, mas a gente tava na Argentina! Putz! Tinha que provar da noite hermana!

Quase chegando ao destino final, já estávamos conformados: Entrar e dormir. Foi quando num momento de clareza, Filipe achou colado num poste, um cartaz em preto e branco (desses que a gente cola em todo canto pra divulgar nossos shows), com o anúncio de um show dia 15/07 a partir das 23h com as bandas Pipas Rhum e Super Movil no “Bar de los Mitos Argentinos”. Faltava pouco mais de uma hora para o início previsto, então resolvemos rachar um táxi e cair na farra.

Foi massa pedir cerveja, amendoim, cigarros e a conta em “portunhol”, mas o melhor mesmo foi ter conhecido três bandas fantásticas! Ai você pergunta: - O show não era com duas bandas?! – Era sim, mas a noite foi um tributo ao Soda Stereo, pra quem não conhece, uma super banda hermana (tipo Titãns e Paralamas pra gente). Eu não conhecia nenhuma das três, mas impressionou o profissionalismo dos caras, sem falar que as músicas da Soda Stereo são fantásticas! Vocês devem conhecer “De Música Ligeira”, uma música que o Paralamas fez uma versão e Capital Inicial fez uma aversão! Eles têm mais de trinta anos de carreira e dezenas de hits emplacados. Saí de lá cantando: “No quiero soñar mil veces las mismas cosas...” (Muito bom, recomendo).

Pena que não tenha paciência pra contar aqui, nossas aventuras e desafios no trajeto bar/pousada... Mas quem sabe fica pro próximo post.

Algumas fotos da aventura (Favor desconsiderar o comprometimento alcoólico):