Coisas proveitosas às vezes a gente encontra na internet. Pesquisando mais material sobre o Aborto Elétrico para elaborar um novo post, encontrei uma faixa remaster que deveria ter sido lançada no primeiro álbum da Legião Urbana, e hoje vira faixa rara e inédita. Vale perceber, que algo nessa letra foi retrabalhado e lançado alguns anos depois com o título de "Tempo Perdido". Segue a letra: Todos os dias quando acordo de manhã Não tenho mais o tempo do dia que passou Mas tenho muito tempo para acabar com essa indecisão Espero sinceridade e perigo... Todos os dias tento chegar em algum lugar Só pra depois dizer que não quero ficar lá Não é coincidência essa minha indiferença É que está me faltando um motivo Responsabilidade me deixa sem saber Qual é a interferência ou como deve ser Todos os dias quando eu deito pra dormir Fico pensando em todas as coisas que eu não fiz Quando não penso no futuro sempre com uma leve preocupação De não lembrar qual foi o aviso Todos os dias quando eu tento esquecer Todas as coisas que eu não quero mais fazer É só inconsequência o tempo continua com ou sem ação E eu não consigo ficar indeciso Pontos de referência Perdi meu referencial E quase como sempre não foi proposital Mil novecentos e setenta e sete Quero ficar na cidade ou não Começaram a brincar com eletricidade Quero ficar na cidade ou não [1977 - Legião Urbana]
Por quantas vezes Esse fantasma Vai me aparecer Todas as noites Quando luzes acesas Não o espanta? E quantas vezes mais Eu vou dizer Que não aguento Já pronto pra encarar Sabendo que a coragem Não me imuniza do medo? Quando enfim Eu vou Aprender Que não faz mal pular Desde que se abra os olhos Pois pular de olhos fechados É tolice?! E que no fim O que se quer Que se perdeu É fácil de encontrar Mas, se perde a estima Perdeu-se novamente?! Sendo assim É melhor estimar vidros Do que perder diamantes
Yo podría haberlo hecho mejor Vos podrías acercarte a mí La verdad es que todo fue Tan extraño, tan extraño al fin Vos buscando el polvo de Dios Yo bebía para irme de aquí ... Prefiro os dias de chuva, mas este ano Eles chegaram muito rápido, Ou eu estou passando muito rápido por eles. Verdade é que quase não os vi.
Tenho andado distante das coisas que tenho como principais: Não escrevo novas canções; Não posto textos novos; Não tenho tocado minha guitarra com frequência; Não tenho ouvido minhas músicas preferidas; Não estou mais envolvido com a cena musical paraibana; Não passeio com meu amigo Opala como era de costume; Não corro atrás das coisas que quero; Não me iludo com planos falhos para resolver meus problemas; Não faço fotos com minha velha câmera; Não tento provar que não preciso provar nada. Depois da mudança (agora estou morando no bairro do Bessa), é como se estivesse passando uma temporada fora da minha casa, longe dos meus amigos e das pessoas que considero. É como se todos os meus pertences pessoais estivessem a quilômetros de distância e o encanto do que é novo me distanciasse cada vez mais deles. Mas não quero perder minha identidade. Não quero esquecer as coisas que me fizeram chorar e sorrir. Não quero perder os velhos costumes, pelo menos os bons. Até me pergunto se isso não faz parte do ciclo da vida: a gente vai deixando coisas para trás, encaixotando livros, cd’s, lembranças, para depois ir juntando novos, fazendo outra prateleira na alma. Bom voltar a postar.
Dedo em riste Olhar altivo Sarcasmo na voz Ironia no sorriso Malícia na ideia Prepotência na expressão Será possível que esse menino não aprende? Mas cá entre nós, ser bonzinho de mais é um saco, neh?!
Tenho me dividido em conformado e revolucionário. Não consigo me apaixonar todo dia pela pessoa errada. Tenho guardado coisas em mim que procuro esquecer. Tem sido complicada a busca pela simplicidade. No fim das contas, as pessoas que nos querem bem nem sempre são as mesmas que a gente quer bem, e vice versa. Lembro de uma teoria das balanças desiguais... mas isso é papo de covarde! Acho que cada um é o que quer, sente o que quer e faz o que dá na telha! Então, não há espaço para desculpas como a instabilidade do universo ou o retorno de saturno, cada um que seja responsável pelo que cativa e pelo que rejeita. Consciente de minhas responsabilidades, espero ansioso pelo que não sei, tateando no escuro da incerteza. Ato de procurar esperando. Mas acredito também, que posso ser surpreendido com algo que caia de paraquedas no meu quintal e que não seja de se rejeitar.