Há muito eu tinha desistido de ser feliz.
Não por querer me esconder em regime de fronteiras fechadas, ou por não acreditar em pessoas felizes, mas baseado em eventos tristes e falta de bons motivos pra bradar alegria.
Não há muito mudei de idéia.
Foi algo inesperado. Mudou minhas razões e buscas. Me fez enxergar esperança onde só conseguia ver conformismo e insatisfação. Foi lindo. É lindo!
Mas serei perseguido pela infelicidade?
Não entendo a razão universal pela qual afastam de mim as coisas que me alegram. Não entendo e tenho medo de entender.
Sei bem que dessa vez posso lutar contra essa conspiração universal contra mim. E é justamente o que mais espero de mim. É o que vou fazer.
"Porque quando eu pego me violão/Eu esqueço de quem és/Lembro das venturas e de tudo o que vivi/E lembro que eu sou apenas um herói do travesseiro/Que sonha mais em uma noite do que consegue realizar em um ano inteiro/Um ano inteiro no travesseiro..."
sexta-feira, 2 de março de 2012
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Sobre o que Parece Ser
Sofístico: Adj. Da natureza do sofisma; Raciocínio sofístico; Que é dado a sofismar.
Algumas pessoas são genuínas, enquanto outras apenas aparentam ser.
Existem homens menos fortes do que parecem, mulheres mais belas do em verdade são e metais que parecem ouro ou prata, mas de nenhum valor reconhecido.
Coisas tão comuns quanto evidentes, argumento trazido à luz por Aristóteles em "Dos Argimentos Sofísticos", fazem parte da nossa tragetória.
Algumas pessoas passam por nossas vidas de forma verdadeira, outras não. Saberemos reconhecê-las? Impossível! Pessoas sofísticas não alcançam o real objetivo do genuíno, embora pareçam fazer. E sendo seres prolíficos, é inevitável que não julguemos errado, confundido vidro por diamante, prata por estanho, porque da mesma forma em que uma palavra pode apresentar, dentro do mesmo significado, duas ou três interpretações, podemos ser vítimas de falsos raciocínios e do que apenas aparenta ser.
"E assim, exatamente como ao contar, aqueles que não têm suficiente habilidade em manusear suas pedrinhas são logrados pelos espertos, também na argumentação os que não são familiarizados com o poder significativo dos nomes são vitimas de falsos raciocínios tanto quando discutem com eles próprios, como quando ouvem outros raciocinar." [Aritósteles]
Algumas pessoas são genuínas, enquanto outras apenas aparentam ser.
Existem homens menos fortes do que parecem, mulheres mais belas do em verdade são e metais que parecem ouro ou prata, mas de nenhum valor reconhecido.
Coisas tão comuns quanto evidentes, argumento trazido à luz por Aristóteles em "Dos Argimentos Sofísticos", fazem parte da nossa tragetória.
Algumas pessoas passam por nossas vidas de forma verdadeira, outras não. Saberemos reconhecê-las? Impossível! Pessoas sofísticas não alcançam o real objetivo do genuíno, embora pareçam fazer. E sendo seres prolíficos, é inevitável que não julguemos errado, confundido vidro por diamante, prata por estanho, porque da mesma forma em que uma palavra pode apresentar, dentro do mesmo significado, duas ou três interpretações, podemos ser vítimas de falsos raciocínios e do que apenas aparenta ser.
"E assim, exatamente como ao contar, aqueles que não têm suficiente habilidade em manusear suas pedrinhas são logrados pelos espertos, também na argumentação os que não são familiarizados com o poder significativo dos nomes são vitimas de falsos raciocínios tanto quando discutem com eles próprios, como quando ouvem outros raciocinar." [Aritósteles]
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Novamente Minha Vez
“Pois aquele garoto que queria mudar o mundo, agora assiste a tudo em cima do muro”.
Sou músico!
Não há como negar toda a história da minha vida. Cresci entre teclados, pianos, guitarras, violões, baixos, baterias, gaitas, instrumentos dos mais diversos. Sonhos, ensaios, equipamentos, gravações, shows... muito o que lembrar, diversas histórias para contar.
Mas será que tenho visto a tudo em cima do muro?
Faz um tempo que sim.
Se vou descer do muro?
Talvez não.
Acho que vou começar a tocar em cima dele! Sem o medo/preocupação de cair em um dos dois lados, tudo fica mais agradável. Em cima do muro ou não, não consigo parar de escrever sobre o cotidiano e tocá-lo com minha velha guitarra.
Sou músico!
Não há como negar toda a história da minha vida. Cresci entre teclados, pianos, guitarras, violões, baixos, baterias, gaitas, instrumentos dos mais diversos. Sonhos, ensaios, equipamentos, gravações, shows... muito o que lembrar, diversas histórias para contar.
Mas será que tenho visto a tudo em cima do muro?
Faz um tempo que sim.
Se vou descer do muro?
Talvez não.
Acho que vou começar a tocar em cima dele! Sem o medo/preocupação de cair em um dos dois lados, tudo fica mais agradável. Em cima do muro ou não, não consigo parar de escrever sobre o cotidiano e tocá-lo com minha velha guitarra.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Como me Tirar o Sono
E quando a gente perde o sono no meio da madrugada, na véspera de uma manhã de trabalho, acordado/atormentado por um sms anônimo e infeliz?
Há tempos não postava por aqui. É que escrever sobre felicidade é tão fácil, que prefiro sentí-la sem gastar palavras. Mas voltemos a insônia/perturbarção:
De conteúdo duvidoso e origem desconhecida, o tal sms tratava de uma ação infantil para sugerir desconfiança. Ora, pessoas que querem meu bem, não teriam motivos para se esconder. E pessoas que comprovam alguma afirmação, não deveriam temer o rótulo de mentiroso-infantil.
É certo que, se queriam me perturbar, conseguiram. Seja lá quem for, seja lá de que lado estiver na história, tirou meu sono.
Devemos confiar nas pessoas? Precisamos confiar? Confiar é sacrifício? Perguntas que permanecem na minha cabeça, mesmo sabendo de todas as respostas. Mesmo sabendo que é um erro grave gastar meu tempo com isso.
Boa sorte pra você também, sr. ou sra. anônimo.
Há tempos não postava por aqui. É que escrever sobre felicidade é tão fácil, que prefiro sentí-la sem gastar palavras. Mas voltemos a insônia/perturbarção:
De conteúdo duvidoso e origem desconhecida, o tal sms tratava de uma ação infantil para sugerir desconfiança. Ora, pessoas que querem meu bem, não teriam motivos para se esconder. E pessoas que comprovam alguma afirmação, não deveriam temer o rótulo de mentiroso-infantil.
É certo que, se queriam me perturbar, conseguiram. Seja lá quem for, seja lá de que lado estiver na história, tirou meu sono.
Devemos confiar nas pessoas? Precisamos confiar? Confiar é sacrifício? Perguntas que permanecem na minha cabeça, mesmo sabendo de todas as respostas. Mesmo sabendo que é um erro grave gastar meu tempo com isso.
Boa sorte pra você também, sr. ou sra. anônimo.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Vale Mais
Existem intenções
Que não amanhecem
Na segunda-feira
E outras decisões
Que envelhecem
Nossa vida inteira
Passe a régua
Feche a porta
Janela para indecisão
Mais vale
Ter cautela
Do que por obrigação
Querem dinheiro
Seu respeito
Na troca ingratidão
Mais vale
Ser omisso
Não faltar compaixão
Sempre haverá
Motivo, riso, beijo, ode
E com oque sonhar
E não faltará
Quem humilhe, pise, implore
Ou te ajude a levantar
Dê sua mão
É minha vez de fugir
Sem mentir o que satisfaz
Se outra razão
Tentar me iludir
Lembro-me do que vale mais
Que não amanhecem
Na segunda-feira
E outras decisões
Que envelhecem
Nossa vida inteira
Passe a régua
Feche a porta
Janela para indecisão
Mais vale
Ter cautela
Do que por obrigação
Querem dinheiro
Seu respeito
Na troca ingratidão
Mais vale
Ser omisso
Não faltar compaixão
Sempre haverá
Motivo, riso, beijo, ode
E com oque sonhar
E não faltará
Quem humilhe, pise, implore
Ou te ajude a levantar
Dê sua mão
É minha vez de fugir
Sem mentir o que satisfaz
Se outra razão
Tentar me iludir
Lembro-me do que vale mais
sábado, 27 de agosto de 2011
Sobre Felicidade
“Não existe caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho.”
[Mahatma Gandhi]
felicidade (fe-li-ci-da-de)
felicidade sf (lat felicitate) 1 Estado de quem é feliz. 2 Ventura. 3 Bem-estar, contentamento. 4 Bom resultado, bom êxito. F. eterna: bem-aventurança.
Um estado de satisfação devido à própria situação causando bem estar. Não quero contrariar alguns dos conceitos de grandes pensadores, que sugerem a felicidade estritamente atribuída a ligação/situação do indivíduo com o mundo (afinal, quem sou eu!?), mas acredito, de forma pessoal e atual, ser gerada da situação do indivíduo com si mesmo.
A felicidade não é um fim, é um meio. Assim explicada por Gandhi, podemos concluir que: um dia feliz, um gesto de afeto ou caridade, um sentimento correspondido, ou uma canção que nos faz flutuar, todas as pequenas coisas que, quando percebidas no nosso dia-a-dia, nos faz senti-la como um meio, e não um objeto a ser obtido.
Caminhar sobre a felicidade é bom.
Se o caminho da felicidade vai nos levar para uma outra felicidade? Pouco importa! Estar feliz é quase um dom e é bem melhor.
[Mahatma Gandhi]
felicidade (fe-li-ci-da-de)
felicidade sf (lat felicitate) 1 Estado de quem é feliz. 2 Ventura. 3 Bem-estar, contentamento. 4 Bom resultado, bom êxito. F. eterna: bem-aventurança.
Um estado de satisfação devido à própria situação causando bem estar. Não quero contrariar alguns dos conceitos de grandes pensadores, que sugerem a felicidade estritamente atribuída a ligação/situação do indivíduo com o mundo (afinal, quem sou eu!?), mas acredito, de forma pessoal e atual, ser gerada da situação do indivíduo com si mesmo.
A felicidade não é um fim, é um meio. Assim explicada por Gandhi, podemos concluir que: um dia feliz, um gesto de afeto ou caridade, um sentimento correspondido, ou uma canção que nos faz flutuar, todas as pequenas coisas que, quando percebidas no nosso dia-a-dia, nos faz senti-la como um meio, e não um objeto a ser obtido.
Caminhar sobre a felicidade é bom.
Se o caminho da felicidade vai nos levar para uma outra felicidade? Pouco importa! Estar feliz é quase um dom e é bem melhor.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
As Impossibilidades Possíveis
“Sonharás uns amores de romance, quase impossíveis. Digo-lhe que faz mal, que é melhor contentar-se com a realidade; Se ela não é brilhante como os sonhos, tem pelo menos a vantagem de existirem.”
[Machado de Assis]
Falar sobre sentimentos é perigoso, principalmente neste blog. Lembro de várias repercussões especulativas ou conclusivas sobre textos que postei aqui. Uns poucos, pessoais, outros fictícios. Mas para não perder a linha criativa que hoje caiu sobre mim, prefiro postar mais um.
Ouvi que impossível é uma palavra muito forte para pospor a palavra amor. [E ela falou uma verdade] Não se vive de amor impossível, não se sente algo impossível! Mas o impossível é belo, cativante e muito mais brilhante que uma possibilidade real, o que o torna irresistível. Sendo então, a junção de algo fidedigno com algo irrealizável traz um resultado de quase ternura. Antes um amor impossível que um desamor genuíno. Tolice!
Muitas coisas são impossíveis, mas nunca consegui entender a impossibilidade de sentir algo. Talvez esteja aí a arte de dar sentidos diversos aos significados, dos ‘deslimites’ das palavras, como o Manoel de Barros nos ensinou: “Eu escuto a cor dos passarinhos”, “Dar ao pente a função de não pentear”. Impossibilitar algo possível.
Vamos mudar o agente impossibilitador dessa tarefa, porque não é o amor algo impossível, é o indivíduo incapaz de vertê-lo. Atribuir essa culpa a algo inanimado é covardia. Sabe-se bem de todas a possibilidades pré e pós sentimentais.
Todas as impossibilidades são possíveis, mas nos sobra tempo, coragem e amor.
[Machado de Assis]
Falar sobre sentimentos é perigoso, principalmente neste blog. Lembro de várias repercussões especulativas ou conclusivas sobre textos que postei aqui. Uns poucos, pessoais, outros fictícios. Mas para não perder a linha criativa que hoje caiu sobre mim, prefiro postar mais um.
Ouvi que impossível é uma palavra muito forte para pospor a palavra amor. [E ela falou uma verdade] Não se vive de amor impossível, não se sente algo impossível! Mas o impossível é belo, cativante e muito mais brilhante que uma possibilidade real, o que o torna irresistível. Sendo então, a junção de algo fidedigno com algo irrealizável traz um resultado de quase ternura. Antes um amor impossível que um desamor genuíno. Tolice!
Muitas coisas são impossíveis, mas nunca consegui entender a impossibilidade de sentir algo. Talvez esteja aí a arte de dar sentidos diversos aos significados, dos ‘deslimites’ das palavras, como o Manoel de Barros nos ensinou: “Eu escuto a cor dos passarinhos”, “Dar ao pente a função de não pentear”. Impossibilitar algo possível.
Vamos mudar o agente impossibilitador dessa tarefa, porque não é o amor algo impossível, é o indivíduo incapaz de vertê-lo. Atribuir essa culpa a algo inanimado é covardia. Sabe-se bem de todas a possibilidades pré e pós sentimentais.
Todas as impossibilidades são possíveis, mas nos sobra tempo, coragem e amor.
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