O ano era 2002, precisamente 17 de janeiro. Eu ainda estava na fase teen da minha vida. Acreditava ainda que bastava acreditar muito para alcançar qualquer sonho. Com a galera do Lunik aprendi que "Nem tudo é como a gente quer", que para tocar nossas músicas para um bom público, muita coisa chata tem que acontecer antes. Foi uma escola.
As ideias eram boas. A banda era boa. E eu, de espectador de um grande show que aconteceu no Festival Nacional de Arte (Fenart), passei, semanas depois, a integrante daquela nave.
Não tocava minhas músicas, não tocava meu instrumento de estudo, mas com o baixo na mão e muita boa vontade, meti a cara no rock e na cena de João Pessoa.
No Festival Centro em Cena, em frente ao teatro Santa Rosa, com uma porção de amigos na platéia, aconteceu assim:
quinta-feira, 12 de março de 2015
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Primeiro impresso
Alunos utilizam nomes para prédios no Campus I
Substituindo siglas e nomes extensos, alunos criam nomes populares para diversos lugares da UFPB
Igor Duarte / Lula Lambert
Nas salas e prédios da Universidade Federal da Paraíba, os estudantes têm a possibilidade de
aprender a pensar sobre a sua futura profissão, além de vivenciar todo o
universo que rodeia o campus. A vida universitária, que vai além dos limites físicos das salas de aula e passa pela vivência e interação proporcionada pelos ambientes comuns do Campus, traz um padrão de comportamento para os que frequentam suas dependências.
Os centros, departamentos e demais setores, geralmente nomeados com longos nomes, ganham abreviaturas e siglas que são uma das características do vocabulário acadêmico, bem como a criação de nomes populares. Seja por crítica ou por algum tipo de expressão afetuosa, esses apelidos se popularizam pela universidade e alguns se confundem com a própria história do Campus.
Os centros, departamentos e demais setores, geralmente nomeados com longos nomes, ganham abreviaturas e siglas que são uma das características do vocabulário acadêmico, bem como a criação de nomes populares. Seja por crítica ou por algum tipo de expressão afetuosa, esses apelidos se popularizam pela universidade e alguns se confundem com a própria história do Campus.
No Centro de Comunicação, Cultura e Artes, (CCTA), alguns prédios ficaram conhecidos: Abacatão e Micro-ondas. Os funcionários do Centro dizem que
os nomes surgiram por motivos diferentes. “O Abacatão era só por causa da cor
verde que o prédio possuía”, diz o secretário do CCTA, Fernando Brito. A origem do termo
não consegue ser datada, pois já é muito antiga a referência a edificação. O
prédio, no entanto, passa por reforma e,
no fim, a coloração com a qual ficou conhecida pelos alunos não mais existirá. “A reforma é para possibilitar que os alunos de teatro e dança tenham
o seu espaço”, explica o diretor do Centro, David Fernandes.
O prédio mais antigo do CCTA é conhecido como Micro-ondas. Funcionários garantem que o termo surgiu por dois fatores: a arquitetura comprimida e pela ventilação ineficaz que provoca muito calor nas salas de aula. Hoje, o prédio conta com um sistema de climatização instalado há mais de cinco anos, porém, Diêgo Nascimento, estudante do quarto período de Jornalismo, reclama das condições de manutenção: "Precário. Precisa de melhorias".
O prédio mais antigo do CCTA é conhecido como Micro-ondas. Funcionários garantem que o termo surgiu por dois fatores: a arquitetura comprimida e pela ventilação ineficaz que provoca muito calor nas salas de aula. Hoje, o prédio conta com um sistema de climatização instalado há mais de cinco anos, porém, Diêgo Nascimento, estudante do quarto período de Jornalismo, reclama das condições de manutenção: "Precário. Precisa de melhorias".
AULA NO AFEGANISTÃO?
Com tantos programas de intercâmbio em ciências e línguas oferecidos pelo governo, essa pergunta parece chamada de campanha publicitária, mas demostra uma realidade curiosa do Campus I da UFPB. No Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), há setores cujas referências são conhecidas por todo o Campus: Praça da Alegria e Praça da Tristeza são alguns dos que são usados com frequência. Um prédio, porém, de construção relativamente recente, chama a atenção pela nomenclatura e causa estranhamento a alguns funcionários da equipe de limpeza quando eles têm que responder sobre a sua localização: "Afeganistão? Que nome!", exclama Francisco Rodrigues, de 24 anos.
A inauguração do Afeganistão ocorreu em meados de 2012 e vem ganhando fama entre os universitários. Andressa Raíssa de Souza, estudante do terceiro período de Psicologia, diz que não sabe bem onde surgiu e nem em qual momento começaram a chamar o prédio dessa forma, mas acredita que a razão é pela distância do novo prédio em relação às demais dependências do Centro e pelo calor que alguns alunos alegam sentir nas salas.
O responsável pela infraestrutura do CCHLA, Edson Lima, não entende o porquê dos estudantes nomearem o novo prédio dessa forma, pois segundo ele, é uma das estruturas mais modernas da UFPB. "Todas as salas possuem climatização adequada, então o problema não é o calor". Alguns estudantes de Letras no turno da noite reivindicam a autoria do apelido, alegando que por ser distante e isolado, quando o prédio ainda estava em construção parecia um escombro de guerra. "Esquisito e escuro, dava medo só de passar por perto", diz Socorro Farias, aluna do CCHLA, reforçando a versão.
BOLO DE NOIVA
Bolo de Noiva é
outro nome dado a um prédio da UFPB. O local onde funciona os cursos de Física,
Matemática e Estatística, além das coordenações dos cursos e programas de
pós-graduação, possui uma arquitetura diferente dos demais centros. Estudantes
do local acreditam que é precisamente a estrutura da construção que deu origem
ao apelido. “Não só aqui é usado, mas todo mundo usa quando quer dar uma
referência. Ajuda muito a conhecer a universidade”, diz Thomas Kevin, estudante
do quarto período de Engenharia Elétrica e que cursa disciplinas lá. Além de
ser conhecido por Bolo de Noiva, o prédio possui outra nominação: Boomerang,
essa provavelmente por causa do formato completo do bloco. Contudo, a escada em espiral no centro do
prédio faz referência ao apelido mais reconhecido. O secretário do Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN), Júlio
César explica que o Centro não possui nenhuma restrição ao uso do apelido e que é algo
imerso na cultura da universidade, embora esclareça que isso é feito apenas no campo informal.
ELEFANTE BRANCO
No Centro de Ciências da Saúde (CCS), existe uma das edificações mais antigas e conhecidas da universidade, o Elefante Branco. A expressão elefante branco é usada no mundo inteiro para se referir a obras que não terão funcionalidade condizente com seu tamanho ou gasto para construção e manutenção, o que é bem diferente da realidade do principal prédio do CCS. Para Luciana Rangel, secretária do centro há mais de 30 anos, o prédio sempre foi muito bem ocupado, utilizado e mantido, e diz não entender a razão para chamarem por tal apelido. "Quando cheguei aqui, já chamavam assim", completa. Muitas pessoas foram abordadas e questionadas sobre a origem do termo, mas todas, das mais novas às mais velhas, dizem não saber. Há alguns que apontam para o período de construção do prédio, para alguma crítica crítica à construção de uma estrutura grande demais para a realidade da época ou até pelo simples fato de ser grande e branco. É certo que a história deste nome popular, se confunde com a história da própria universidade. "Logo quando cheguei, pensei que era trote. Perguntei onde ficava a coordenação de Odontologia e me responderam: No Elefante Branco", conta uma aluna de odontologia que não quis se identificar.
Vizinho ao Elefante Branco encontramos o Ceasa, apelido dado a outro bloco do CCS, que há algum tempo ganhou os noticiários locais quado parte do teto caiu durante a realização de uma prova de vestibular. "Aqui nós temos também o Ceasa", diz Vilma Dias, professora de Enfermagem. "Antes da reforma eram dois galpões sem ventilação e os alunos batizaram de Ceasa", completa. Uma crítica clara, fazendo comparação da estrutura do bloco com os prédios do Centro de Abastecimento de Alimentos.
Criatividade, crítica, imersão na realidade universitária, representação do momento histórico e bom humor. São várias as razões que envolvem o surgimento dos mones populares que tanto estranhamos de início e que se tornam tão comuns com o passar do tempo. Estudar no Titanic, no C-A-baré e conhecer o Inferninho Verde são coisas que só se entende no mundo universitário da UFPB.
ELEFANTE BRANCO
No Centro de Ciências da Saúde (CCS), existe uma das edificações mais antigas e conhecidas da universidade, o Elefante Branco. A expressão elefante branco é usada no mundo inteiro para se referir a obras que não terão funcionalidade condizente com seu tamanho ou gasto para construção e manutenção, o que é bem diferente da realidade do principal prédio do CCS. Para Luciana Rangel, secretária do centro há mais de 30 anos, o prédio sempre foi muito bem ocupado, utilizado e mantido, e diz não entender a razão para chamarem por tal apelido. "Quando cheguei aqui, já chamavam assim", completa. Muitas pessoas foram abordadas e questionadas sobre a origem do termo, mas todas, das mais novas às mais velhas, dizem não saber. Há alguns que apontam para o período de construção do prédio, para alguma crítica crítica à construção de uma estrutura grande demais para a realidade da época ou até pelo simples fato de ser grande e branco. É certo que a história deste nome popular, se confunde com a história da própria universidade. "Logo quando cheguei, pensei que era trote. Perguntei onde ficava a coordenação de Odontologia e me responderam: No Elefante Branco", conta uma aluna de odontologia que não quis se identificar.
Vizinho ao Elefante Branco encontramos o Ceasa, apelido dado a outro bloco do CCS, que há algum tempo ganhou os noticiários locais quado parte do teto caiu durante a realização de uma prova de vestibular. "Aqui nós temos também o Ceasa", diz Vilma Dias, professora de Enfermagem. "Antes da reforma eram dois galpões sem ventilação e os alunos batizaram de Ceasa", completa. Uma crítica clara, fazendo comparação da estrutura do bloco com os prédios do Centro de Abastecimento de Alimentos.
Criatividade, crítica, imersão na realidade universitária, representação do momento histórico e bom humor. São várias as razões que envolvem o surgimento dos mones populares que tanto estranhamos de início e que se tornam tão comuns com o passar do tempo. Estudar no Titanic, no C-A-baré e conhecer o Inferninho Verde são coisas que só se entende no mundo universitário da UFPB.
sábado, 22 de novembro de 2014
A volta do Gram
Sou fã. Desde o clipe do gatinho.
Quando eles encerraram as atividades, lembro que o site apresentava uma foto de uma lápide. Como se a banda realmente tivesse morrido. Naquela época, a sensação de morte do rock começava a crescer.
Não tinha como não aderir ao som, era a minha cara mesmo e muitas vezes, eram as minhas palavras ali, ditas por um cara que nem conhecia. Parecia que eu havia escrito as letras.
Quando eles encerraram as atividades, lembro que o site apresentava uma foto de uma lápide. Como se a banda realmente tivesse morrido. Naquela época, a sensação de morte do rock começava a crescer.
Foram muitas madrugadas ouvindo as músicas, muitas mesmo!
Mas vamos lá, estamos em 2014 e a notícia é boa!
A banda Gram anunciou seu retorno. Fiquei feliz, me empolguei, participei. Não demorou muito para me acostumar com a voz do Ferraz. O Gram com outra voz é diferente, mas a essência é a mesma.
Ganhei o álbum "Outro Seu", ganhei cartaz autografado e ganhei a possibilidade de, enquanto fã, ver o renascimento de uma das maiores influências musicais que eu tenho.
Fã é fã. E fã sortudo ganha prêmio!
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Desamarrou o Tempo
Desde as ignorãças até o reinventar palavras.
Sou cliente desse vendedor de sonhos.
Sou cliente desse vendedor de sonhos.
"O tempo anda só de ida.
A gente nasce, cresce, envelhece e morre.
Para não morrer
É só amarrar o Tempo no poste.
Eis a ciência da poesia:
Amarrar o Tempo no poste!"
Manoel de Barros
19 de dezembro de 1916 / 13 de novembro de 2014
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Estilo: Descarte
Onde escondi meu estilo?
Em meio a tantos que não
É quase como um sigilo
Não me enxergo padrão
Palavras não entravo
Dou-lhes minha gratidão
Sou também quase escravo
Sem buscar comparação
Escrevo para acumular ideias
Distante de toda poesia
Escondido das plateias
Cantarolo a melodia
Ando descrente desse mundo
Nem mesmo me entendo
Não consigo o profundo
Apenas palavras de remendo
Onde esconderam o meu verso?
Não são dignos de atenção
Mas ainda chegam perto
Meu verso onde esconderão?
Em meio a tantos que não
É quase como um sigilo
Não me enxergo padrão
Palavras não entravo
Dou-lhes minha gratidão
Sou também quase escravo
Sem buscar comparação
Escrevo para acumular ideias
Distante de toda poesia
Escondido das plateias
Cantarolo a melodia
Ando descrente desse mundo
Nem mesmo me entendo
Não consigo o profundo
Apenas palavras de remendo
Onde esconderam o meu verso?
Não são dignos de atenção
Mas ainda chegam perto
Meu verso onde esconderão?
domingo, 15 de setembro de 2013
Não Gosto de Pessoas
Que preferem o orgulho
Que escolhem o próprio umbigo
Que escondem a verdade
Que mentem não mentir
Que gostam do desgosto
Que gostam do medíocre
Que gostam de dinheiro
Que gostam de novelas
Que planejam vingança
Que atropelam os outros
Que racionalizam sentimentos
Que abafam seus gritos
Que não gostam de sorrir
Que não gostam de crianças
Que não gostam de sonhar
Que não gostam de pessoas
Que escolhem o próprio umbigo
Que escondem a verdade
Que mentem não mentir
Que gostam do desgosto
Que gostam do medíocre
Que gostam de dinheiro
Que gostam de novelas
Que planejam vingança
Que atropelam os outros
Que racionalizam sentimentos
Que abafam seus gritos
Que não gostam de sorrir
Que não gostam de crianças
Que não gostam de sonhar
Que não gostam de pessoas
sábado, 27 de julho de 2013
O som de uma lenda
Em 1989, a Honda fornecia o motor que empurrava os carros de
Alain Prost e Ayrton Senna, ambos da McLaren e respectivamente campeão e vice
do campeonato mundial de automobilismo daquele ano.
21 de agosto, Ayrton Senna, no treino classificatório do autódromo
de Suzuka (Japão), faz a volta mais rápida não só do fim de semana, mas da
pista. Os japoneses chamam “a volta mais rápida do mundo”.
Para trazer à vida esse dia histórico, os japoneses da
Honda, baseados nos dados da telemetria, na captura da televisão e nas
características do motor, montaram um sistema de luz e som capaz de reproduzir
a volta mais rápida do mundo. Para quem gosta de automobilismo é legal. Para
que é fã do Ayrton Senna é emocionante.
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