Mais um natal passa por mim, e eu não passo por ele! É dura a constatação, mas quando nossa rotina atropela os dias, é isso que acontece. Abaixo, foto de quando eu percebi que estavamos no natal: (Av. Getulio Vargas - Centro - Primeira Igreja Batista de João Pessoa - 22/12/2008)
Engano dos sentidos ou da inteligência; Errada interpretação de um fato; Pensamento quimérico; Coisa efêmera; Utopia; Fantasia; Efeito artístico que produz ou procura produzir a impressão da realidade. Cabem todas essas definições no enredo que hoje trago.
Nessas primeiras semanas de Dezembro, além das tristes noticias sobre a saúde e o comportamento do meu pai (o que me faz mudar os planos e buscar imediata solução para uma viagem não esperada para Cambuí neste fim de ano), deparei-me com o mergulho em três ilusões distintas: Ascensão social imediata, aventuras virtuais e busca de motivos tolos como inspiração para dias difíceis.
Passei quase duas horas numa fila que de tão grande, deu pra saber o que cada um dos que me cercavam, fariam com os 35 ou 36 milhões (um milhão há essa altura já nem faz diferença), prêmio acumulado da Mega-Sena daquela semana. Será a loteria federal o ópio do povo brasileiro? Desde então acredito que sim. Como explicar uma espera tão maçante, sob o sol, em pé e ouvindo as piadas e lorotas dos que por ali passavam? A vontade ilusória de se tornar milionário! Ai você pergunta: “O que você fazia lá?” Estava atendendo a um pedido do meu avô, fazendo a "fezinha" dele. Comecei a pensar nesse post enquanto ainda tava na fila, do lado de fora da casa lotérica. [Olha uma foto pra provar]
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Vamos falar em coisas reais, aventuras e esportes competitivos: O primeiro “campeonato” de Pro Evolution Soccer que participei. Pra quem não sabe, o PES é um jogo do incrível Play Station, o vídeo game mais vendido da historia dos games. Bom, teve direito a som 5.1, projetor e uma porrada de palavrão (o que mais esperavam? Era um campeonato apenas com marmanjos!). Depois das surras homéricas que levei (pois foi a primeira vez que joguei PES com joystick, até então só havia jogado no PC), joguei uns games de aventura, ação e corrida, foi então que deparei-me mais uma vez mergulhado no mundo virtual e “ilusônico”. [A foto da parafernalha]
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Quanto às buscas de motivos tolos para inspiração e alegria dos dias... Deixemos para um outro post, pois é mais complexo do que vocês imaginam.
Se me divido Em indivíduo Um tanto preparado E desqualificado Sempre me estrago Iludido e escravo Em discrepância Sendo arrogância Penso ser quem sou E não onde estou Sempre restando tempo Para um novo invento Visto a alegoria Esqueço a agonia Respirando fundo Encaro o novo rumo Corro desgovernado Um novo penteado Fingindo esquecer O que não sei fazer Argumento hostil Palavras sempre crio Tentando explicar O que me faz voltar Ao ponto onde parei Faz bem onde irei Mesmo tão cansado Não sou escravizado Pelo sono que reneguei Todo preço que paguei Escrevendo versos Sobre meus regressos Cantando a toada Peça desalinhada Da engrenagem fictícia Perdi toda malícia Sendo outro agora Nunca vou embora Para não aborrecer O outro que não quero ser
Na Argentina foi legal! Apesar de respirar mais trabalho do que o próprio ar de Buenos Aires, voltei pra casa com aquela sensação agradável de ter boas histórias pra contar. Trabalhei, me cansei, fiquei estressado, mas quando chegou a terça e o sentimento de dever cumprido, não deu outra: Fui com a galera pra noite “hermana”! Não conhecíamos nada, e estávamos temerosos de pedir informações a qualquer um, vocês sabem: Se um grupo de argentinos estivesse em João Pessoa e pedisse pra nossa equipe informar um lugar legal, não tenham dúvidas, a gente iria sacanear! Então, perguntamos para o Emiliano (uma figura que a gente conheceu quando visitou a rádio FM Flores) , ele indicou o “Maluco Beleza”, bar de costume brasileiro, com direito a coqueiros, caipirinha, pagode e axé. Passamos 15 minutos lá e saímos. Como o bar fica perto da pousada, resolvemos seguir à pé mesmo, tristes e desiludidos. Não que a gente não goste de caipirinha, mas a gente tava na Argentina! Putz! Tinha que provar da noite hermana! Quase chegando ao destino final, já estávamos conformados: Entrar e dormir. Foi quando num momento de clareza, Filipe achou colado num poste, um cartaz em preto e branco (desses que a gente cola em todo canto pra divulgar nossos shows), com o anúncio de um show dia 15/07 a partir das 23h com as bandas Pipas Rhum e Super Movil no “Bar de los Mitos Argentinos”. Faltava pouco mais de uma hora para o início previsto, então resolvemos rachar um táxi e cair na farra. Foi massa pedir cerveja, amendoim, cigarros e a conta em “portunhol”, mas o melhor mesmo foi ter conhecido três bandas fantásticas! Ai você pergunta: - O show não era com duas bandas?! – Era sim, mas a noite foi um tributo ao Soda Stereo, pra quem não conhece, uma super banda hermana (tipo Titãns e Paralamas pra gente). Eu não conhecia nenhuma das três, mas impressionou o profissionalismo dos caras, sem falar que as músicas da Soda Stereo são fantásticas! Vocês devem conhecer “De Música Ligeira”, uma música que o Paralamas fez uma versão e Capital Inicial fez uma aversão! Eles têm mais de trinta anos de carreira e dezenas de hits emplacados. Saí de lá cantando: “No quiero soñar mil veces las mismas cosas...” (Muito bom, recomendo). Pena que não tenha paciência pra contar aqui, nossas aventuras e desafios no trajeto bar/pousada... Mas quem sabe fica pro próximo post.
Algumas fotos da aventura (Favor desconsiderar o comprometimento alcoólico):
Não tenho a habilidade de esbravejar arrogância contra algum indivíduo, mas também não sou o cara mais legal que conheço. O que é pior: ser legal e não ter confiança, ou ser omisso e perder uma amizade? Na verdade, quando se perde a confiança, se perde também a amizade. Para não viver a mentira é melhor ser omisso, agindo de forma legal. Tudo isso poderia ter sido evitado! Bastava não haver ganância, desconfiança e má fé. Com todas as provas de improbidade, mesmo assim não chegaria à tona o delito negligente. Descobri, em uma pesquisa recente, que a média de amigos que temos ao longo da vida é oscilante e decrescente: quando criança, temos pouco mais de 10 amigos; na adolescência este número chega a um mínimo de 8; na juventude no máximo 5O; e quando adultos, considerando o resto da vida, restam apenas 2, podendo se limitar a apenas 1. Deve ser por isso que meu número de amigos tem caído tanto. Socorro!!! Preciso de novos amigos.